Guia Eleitoral 2026 (esquerda)

Joaquim Barbosa

Joaquim Benedito Barbosa Gomes

Trajetória

Nascido em 1954 em Paracatu (MG), filho mais velho de uma família humilde de oito irmãos. Formado em Direito pela UnB, com doutorado em Direito Público pela Universidade de Paris-II. Construiu carreira no Ministério Público Federal antes de ingressar no STF em 2003, onde atuou até 2014 — tornando-se o primeiro ministro negro da Corte em 66 anos e, em 2012, o primeiro presidente negro do STF, cargo que ocupou até julho de 2014. Ganhou projeção nacional como relator da Ação Penal 470 (o "Mensalão"). Em maio de 2026, substituiu Aldo Rebelo como pré-candidato do Democracia Cristã (DC) à Presidência, mas desistiu da candidatura própria em julho de 2026, citando dificuldade de construir alianças e falta de estrutura e recursos de campanha — o DC lançou em seu lugar a advogada Clariana Barão (presidente do diretório do partido no Mato Grosso) como pré-candidata à Presidência. Desde então, Barbosa vem sendo cortejado por Romeu Zema (NOVO) para compor como vice em sua chapa; os dois teriam tido uma conversa telefônica considerada positiva, mas o acordo não estava fechado até o fim de julho de 2026, com reunião presencial prevista para a primeira semana de agosto e desfecho esperado ainda naquele mês.

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Por que esse nome importa pro seu voto

Enquadramento — leitura estratégica deste guia, não fato neutro

Barbosa não tem histórico de alinhamento partidário claro com esquerda ou direita — chegou ao STF por indicação de Lula em 2003, mas construiu reputação de dureza institucional (inclusive contra o próprio PT, no julgamento do Mensalão). Sua candidatura própria pelo DC não avançou por falta de estrutura e alianças, mas ele segue relevante no tabuleiro de 2026: se fechar acordo com Zema, passa a integrar diretamente uma chapa de direita liberal. Não é um nome identificado com o campo de Lula nem com o bolsonarismo.

Atualizado em 29/07/2026 · Fonte: CartaCapital